…essa noite é mais uma noite assanhada…que voa entre os ponteiros do relógio pendurado na parede em cima da minha cabeça…que o relógio não despenque encima da minha cabeça…peço aos deuses todos- protegei minha cabeça desse tempo pendurado acima de mim…protegei meu dias dos ventos…dai-me a calma necessária e não me deixa faltar a fúria dos inícios…porque não vivo sem os opostos…insisto em ser como essa noite imprevisível e deliciosamente incoerente…
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essa calma…
há como eu amo essa verdade do tempo…essa honestidade com o que eu sinto…como tudo que há em mim….há como eu amo essa chuva lá fora…esse vento frio na minha alma…esse vento que me arrepia…treme a minha pele…esse desejo feito fogo que se acalma com o vento e renasce quando você chega…essa ins(piração) que me alimenta, assopra meu destino e me faz hoje ainda o que serei depois…amo essa calma que me queima e me move …
devaneiando…
a arte de sentir o absurdo da
falta de fluxo… do interromper antes de nascer…do aborto perdido…de
nao morrer assaltado… do sorriso do filho… da sorte do alvorescer…
aprender a andar com as quatro pernas…tecer teias feito aranhas na casa
inteira…ter saudades do elo perdido…ter um coração saltintante…
pulsar feito estrelas…chorar as estrelas…conspirar no vazio…andar nas
brumas das madrugas acumuladas na alma carregada de tantas vidas…pecorrer
o tempo todo e me esvair de mim…pra voltar com a maré…